Quando a tristeza fica
Todo mundo tem dias ruins. Mas há momentos em que a tristeza não passa com o fim de semana, com as férias ou com uma boa notícia. Ela vai se instalando aos poucos: o que antes dava prazer perde a graça, levantar da cama custa mais, a energia some e a vontade de estar com as pessoas diminui.
Alguns sinais que costumam aparecer:
- Desânimo na maior parte dos dias, mesmo sem um motivo claro.
- Perda de interesse por coisas que antes você gostava de fazer.
- Mudanças no sono e no apetite, para mais ou para menos.
- Cansaço constante, dificuldade de concentração e sensação de culpa ou de não ser suficiente.
Esses sinais não são um diagnóstico. Servem para você perceber que o que está sentindo merece atenção, e que não é falta de força de vontade.
A angústia que não tem nome
Nem sempre o sofrimento vem com nome. Às vezes é um aperto, um vazio, uma inquietação que acompanha os dias. Você sabe que algo não está bem, mas não consegue dizer o quê. Esse tipo de angústia é motivo legítimo para procurar terapia. Não é preciso chegar com tudo entendido. Entender é parte do trabalho.
Como a terapia pode ajudar
Na Gestalt-terapia, o ponto de partida é você, por inteiro, e não apenas o sintoma. As sessões são um espaço para olhar com cuidado para o que está acontecendo agora: como a tristeza aparece no seu dia, o que ficou sem lugar na sua história, que relações e situações pesam mais e o que ainda faz sentido para você.
Esse processo não tem fórmula nem prazo garantido. Ele acontece no seu ritmo, e cada conquista, por menor que pareça, conta. Aos poucos, a ideia é ampliar o que você percebe de si mesmo e fortalecer os recursos que já existem em você.
O que esperar das primeiras sessões
Nas primeiras sessões, o foco é você contar o que está acontecendo, do jeito que conseguir. Pode ser pouco, pode ser confuso, pode ter silêncio. Tudo isso faz parte. Aos poucos, a gente vai entendendo junto como esse sofrimento aparece na sua rotina, o que mudou nos últimos tempos e o que você espera da terapia. A frequência das sessões é combinada com você, e você pode perguntar o que quiser sobre o processo a qualquer momento.
Terapia e psiquiatria podem caminhar juntas
Em quadros de depressão, a avaliação de um psiquiatra pode ser importante. O psicólogo não prescreve medicação, mas pode conversar com você sobre a necessidade desse acompanhamento e trabalhar em conjunto quando for o caso.
Se em algum momento você pensar em se machucar ou sentir que não aguenta mais, procure ajuda imediata: o CVV atende 24 horas pelo telefone 188, e o pronto-socorro também é um caminho. Este site e o WhatsApp do consultório não fazem atendimento de urgência.
Atendimento no Méier e online
O consultório fica na Rua Medina, 150, no Méier, com acesso fácil para quem vem do Cachambi, de Todos os Santos, do Engenho de Dentro, do Lins de Vasconcelos e de outros bairros da Zona Norte. As sessões duram 50 minutos e podem ser de segunda a sexta, das 8h às 21h, ou aos sábados, das 8h às 14h.
Quando sair de casa está difícil, a terapia online pode ser o jeito possível de começar. O atendimento é particular, com recibo emitido pelo Receita Saúde para reembolso no plano de saúde.