Quando a criança ou o adolescente precisa de um espaço próprio
Crianças e adolescentes nem sempre conseguem dizer o que estão sentindo. Muitas vezes, o que aparece é o comportamento: a nota que cai, o choro mais fácil, a irritação, o isolamento no quarto, a recusa em ir para a escola. Por trás disso pode haver um medo, uma mudança mal digerida, um conflito com colegas ou simplesmente uma fase difícil.
A terapia oferece um lugar seguro, fora de casa e fora da escola, onde ela ou ele pode falar com alguém que escuta sem julgar. O João atende crianças a partir de 9 anos e adolescentes, no consultório do Méier ou online.
Dificuldades de adaptação e fases de transição
Alguns momentos costumam pedir mais atenção:
- Escola: troca de colégio, mudança de turma, dificuldade de fazer amigos, pressão com provas e vestibular.
- Mudanças na família: separação dos pais, chegada de um irmão, mudança de casa ou de cidade, perdas.
- Transições da idade: a passagem da infância para a adolescência, as mudanças no corpo, a busca por identidade.
- Emoções que transbordam: ansiedade, medos, tristeza, explosões de raiva ou retraimento.
Não é preciso que algo grave esteja acontecendo. Às vezes, um acompanhamento durante uma fase de mudança ajuda a criança ou o adolescente a atravessar aquele momento com mais recursos.
Como funciona com crianças a partir de 9 anos
O primeiro contato é feito com os responsáveis. É quando a família conta o que está percebendo, tira dúvidas e entende como a terapia vai funcionar. Depois, as sessões acontecem com a criança, em um formato adequado à idade, com conversa e recursos que ajudam a expressar o que nem sempre cabe em palavras.
Ao longo do processo, há momentos combinados com os responsáveis para orientação e retorno, sempre preservando a confiança que a criança constrói com o psicólogo.
Como funciona com adolescentes
Com adolescentes, a privacidade pesa ainda mais. O adolescente precisa sentir que aquele espaço é dele. Os responsáveis participam do início e são chamados quando necessário, mas o conteúdo das sessões é sigiloso. Situações de risco são a exceção e sempre são tratadas com a família.
A Gestalt-terapia combina bem com essa fase, porque olha para o que o adolescente está vivendo agora, nas relações, na escola e no próprio corpo, e ajuda a construir uma percepção mais clara de si.
Como os responsáveis podem ajudar
A família tem um papel importante, mesmo fora da sala. Explicar a terapia de forma simples e honesta, sem apresentar como castigo, ajuda muito na chegada. Ao longo do processo, vale observar mudanças no dia a dia e trazer essas percepções nos momentos combinados com o psicólogo. E também vale cuidar da própria rotina: crianças e adolescentes percebem o clima da casa. Nos retornos, os responsáveis recebem orientações sobre como apoiar sem invadir o espaço que é do filho.
Atendimento no Méier, com horários para a família
O consultório fica na Rua Medina, 150, no Méier, perto do Cachambi, do Engenho Novo, de Todos os Santos, do Riachuelo e de outros bairros da Zona Norte. Os horários vão até 21h de segunda a sexta e até 14h aos sábados, o que ajuda a encaixar a sessão depois da escola ou no fim de semana.
O atendimento é particular, com recibo emitido pelo Receita Saúde para pedir reembolso ao plano de saúde e para declarar no Imposto de Renda. Para adultos da família, veja também a página do consultório no Méier.